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30 de maio de 2012

Ai que preguiça...


Não é preguiça só pelo fato de eu ser uma baiana. É preguiça de tanta hipocrisia.

      Me admiro em ver tantas pessoas, inclusive comunicadores sociais dizerem que imprensa manipula a sociedade de forma hipnotizante. Como se os indivíduos fossem seres sem bagagem social, cultural ou psicológica alguma. Convenhamos, acreditamos naquilo que queremos acreditar e isso é um fato.      Que os meios de comunicação agem de forma a aplicar padrões e ideologias no âmbito social todos já sabem, tanto é que a função jornalística já se encontra, quase que totalmente, incrédula.      Atualmente temos o bombardeamento de informações selecionadas a todo o instante e da mesma forma qual são seletas, dedo a dedo, interesse a interesse, temos também o livre arbítrio de selecionar informações e conteúdos que queremos consumir (se eu estiver errada é porque você mora em um desses países: Venezuela, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Etiópia, Irã, Coréia do Norte, Síria, Tunísia, Vietnã ou Zimbábue).
Sim, meus caros, acreditem, as pessoas são seletivas.     
       Então, não venham me perguntar o que eu penso das manipulações da globo sobre os seus espectadores porque antes de articular qualquer resposta eu vou dizer “Sorria! Você foi manipulado pela hipocrisia!"



      Qual é o fundamento para se explicar que a sociedade é hipnotizada ou infectada pelos meios de comunicação? Há uma infinidade de canais abertos e fechados que podem oferecer conteúdos ricos em conhecimento, cultura, entretenimento inteligente e tudo mais. Ah, vale lembrar que houve uma evolução na sociedade chamada Internet e que essa mesma abre um mundo de oportunidades para todas as classes sociais.

24 de setembro de 2011

Justiça é caolha, não cega


Não é novidade para ninguém que no país do samba a lei não funciona, alias, funciona para os pobres e mortos de fome que roubam para alimentar a própria miséria como no caso da doméstica Angélica Aparecida, em 2006, que foi presa por roubar um pote de manteiga. Segundo o site Notícias Terra, a "Justiça" havia negado o pedido de liberdade da promotoria, na época já era a quarta vez, e havia alegado que não concedeu a liberdade provisória da mulher porque, segundo o proprietário do supermercado, a doméstica havia o ameaço de morte. Ela negara as acusações, porém.

Apesar de dramático, nossa justiça mostrou o quanto pode ser certeira e eficaz. Essa população morta de fome não pode ficar solta nas ruas roubando, cometendo crimes e utilizando a fome como pretexto, isso não justifica... Roubar populações inteiras, sim.

Não é de hoje que a impunidade se mostra inerente a elite política de nosso país, no belo português os ladrões desonestos e safados com muito dinheiro e eleitos por nós, enquanto que a classe trabalhadora, burra e acomodada, sequer pode ser autuado roubando um chicletes. Um exemplo claro de impunidade, porém não inédito, foi o caso de Edmar Moreira (DEM, MG), esse mesmo que construiu um castelo dos sonhos no interior de Minas Gerais e só Deus, ou o diabo, sabe de onde veio esse dinheiro todo - nós também sabemos, mas preferimos ignorar. Como em todo caso que envolve políticos corruptos, safados e sinceros como Palocci, Dilma, FHC e Lula, ele foi absolvido de todas as possíveis e impossíveis acusações. Não é de se surpreender, afinal, é o país do carnaval. Outro exemplo de impunidade, mais recente, foi o caso de um ex-deputado da Paraíba, Luiz Fernando Carlo Filho, que estava dirigindo alcoolizado, em Curitiba, e perdeu o controle do carro, que estava em alta velocidade, batendo, assim, em outro veículo, matando duas pessoas.



Vemos o quanto a Justiça brasileira é caolha, assim. Uma justiça que só funciona para os miseráveis, para os honestos, e, principalmente, para os que roubam menos de cinco reais. Não podemos nos esquecer que o país do samba é o país da falta de respeito e interesse, também. O Brasil que se orgulha em pagar a conta da elite, em 2014, é o mesmo que não se preocupa que a justiça seja feita no país. Como diria o velho ditado "povo é caso de polícia". Mas e esses intocáveis? É caso de quem?

Deixo livre a opinião.

JOÃO GUSTAVO DE OLIVEIRA

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