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20 de março de 2012

Gentileza... Você está fazendo isto errado!

Vivemos em uma corrida constante pautados pelo tempo. Essa corrida, talvez, seja a grande responsável pela forma como agimos, pela falta do entusiasmado “bom dia!”, “como vai!” ou “como foi o seu dia?”. Porém, de forma sincera e interessada, ao contrário do que usamos ou fomos criados para usar. Resumindo, a falta de gentileza como sentimento espontâneo.
Hoje, temos um histórico muito grande de mortes no trânsito, que por mais incrível que pareça, acontece por brigas e discussões entre os motoristas. A falta de tolerância, mesclada ao estresse, muitas vezes causado pelo ritmo acelerado das grandes cidades, resultam em muitas dessas tragédias. Não nos interessamos por ouvir ao outro, e a gentileza, o amor ao próximo, tão difundida pelo cristianismo, parece se afrontar aos princípios, que na maioria das vezes, trazemos de casa. Não interessa saber o que o outro pensa, saber quais dificuldade a pessoa passa ou até mesmo se seus problemas são maiores ou menos graves do que os nossos.
Não é de se estranhar, somos criados em uma sociedade egoísta, obrigados a ser educados e cordiais. Aliás, considerados cordiais, porque se Sérgio de Holanda ainda estivesse vivo, concluiria que o povo brasileiro é tudo, menos cordial. Não existe cordialidade em matar por diversão: mendigos que dormiam em uma praça pública, como o ocorrido em Campinas (SP), no fim do ano passado.
Contudo, quando se é obrigado a ser educado... cordial... gentil... não podemos dizer que o resultado é muito bom.
É engraçado, mas quando criança é comum as brigas entre irmãos, e como medida de solução, os pais não despertam o desejo de compaixão e arrependimento dos filhos. Eles, literalmente, obrigam os filhos a “pedir desculpas” um ao outro. E assim, crescemos, achando que a gentileza é algo imposto, que temos a obrigação de ser. Neste contexto de conflitos, abandonamos a esses hábitos, que deixam de ser natural e passa a ser obrigatório. Uma falha lamentável que ocorre na educação.
Se nossa salvação dependesse da gentileza, como no purgatório de a “Divina comédia”, certamente estaríamos perdidos.
Bom, mas pode parecer piegas, ou apenas cena de filme americano, poderia fazer uma diferença notável no mundo. Talvez se a gentileza, em toda a sua complexidade, fosse usada, nossa realidade seria outra. Muita coisa poderia se resolvida com um simples “perdoe-me”, “obrigado”, “não há de quê”... Imagine, talvez o paraíso de Lennon se tornasse real e o de Dante facilmente alcançável...

24 de setembro de 2011

Justiça é caolha, não cega


Não é novidade para ninguém que no país do samba a lei não funciona, alias, funciona para os pobres e mortos de fome que roubam para alimentar a própria miséria como no caso da doméstica Angélica Aparecida, em 2006, que foi presa por roubar um pote de manteiga. Segundo o site Notícias Terra, a "Justiça" havia negado o pedido de liberdade da promotoria, na época já era a quarta vez, e havia alegado que não concedeu a liberdade provisória da mulher porque, segundo o proprietário do supermercado, a doméstica havia o ameaço de morte. Ela negara as acusações, porém.

Apesar de dramático, nossa justiça mostrou o quanto pode ser certeira e eficaz. Essa população morta de fome não pode ficar solta nas ruas roubando, cometendo crimes e utilizando a fome como pretexto, isso não justifica... Roubar populações inteiras, sim.

Não é de hoje que a impunidade se mostra inerente a elite política de nosso país, no belo português os ladrões desonestos e safados com muito dinheiro e eleitos por nós, enquanto que a classe trabalhadora, burra e acomodada, sequer pode ser autuado roubando um chicletes. Um exemplo claro de impunidade, porém não inédito, foi o caso de Edmar Moreira (DEM, MG), esse mesmo que construiu um castelo dos sonhos no interior de Minas Gerais e só Deus, ou o diabo, sabe de onde veio esse dinheiro todo - nós também sabemos, mas preferimos ignorar. Como em todo caso que envolve políticos corruptos, safados e sinceros como Palocci, Dilma, FHC e Lula, ele foi absolvido de todas as possíveis e impossíveis acusações. Não é de se surpreender, afinal, é o país do carnaval. Outro exemplo de impunidade, mais recente, foi o caso de um ex-deputado da Paraíba, Luiz Fernando Carlo Filho, que estava dirigindo alcoolizado, em Curitiba, e perdeu o controle do carro, que estava em alta velocidade, batendo, assim, em outro veículo, matando duas pessoas.



Vemos o quanto a Justiça brasileira é caolha, assim. Uma justiça que só funciona para os miseráveis, para os honestos, e, principalmente, para os que roubam menos de cinco reais. Não podemos nos esquecer que o país do samba é o país da falta de respeito e interesse, também. O Brasil que se orgulha em pagar a conta da elite, em 2014, é o mesmo que não se preocupa que a justiça seja feita no país. Como diria o velho ditado "povo é caso de polícia". Mas e esses intocáveis? É caso de quem?

Deixo livre a opinião.

JOÃO GUSTAVO DE OLIVEIRA

22 de setembro de 2011

Não queremos uma mulher, queremos resultados!


No dia 1 de janeiro de 2003 instaurou-se no Brasil uma espécie de ditadura democrática que perdura até os dias atuais. Seu primeiro ditador, Lula, nesse primeiro período conseguiu feitos memoráveis como, por exemplo, avanços na educação, renomear planos assistencialistas que, segundo a oposição, teriam sido criados por FHC, institucionalizar a corrupção, conseguir zerar a dívida externa (supostamente), e, por fim, eleger sua versão piorada: Dilma Rousseff.

Dilma Rousseff não conseguiu feitos muito melhores ou piores do que os de Lula, para dizer a verdade ela não fez nada nesses nove meses e meio de governo. A oposição afirma, com uma certeza quase irrefutável, que Dilma seria não mais que uma porta-voz do seu Dr. Frankstein. Doutor este que, por sua vez, mostrou ao mundo que não é necessário anos de estudos para dar um golpe de marketing grandioso. Mas como não ganhar? Afinal, os filhinhos de Lula, estes mesmos abandonados por FHC, somente votaram em Dilma porque seu líder carismático pediu...


Vitoriosa e no poder, Dilma passou a ser vista pela população mais por sua definição sexual (mulher!), do que por ser uma Chefe de Estado competente. Do ponto de vista machista, Dilminha cumpriu bem com sua função de mulher: viagens, roupas bonitas, capas de revistas e (não podemos nos esquecer do principal) a faxina nos Ministérios. Para alem disso, associou liberdade de imprensa à apresentações em programas como Fantástico, Hebe e Mais Você. Em suma,  assassinou o resto da decência que o PT (Partido dos Trabalhadores Mortos de Fome) tinha. Se é que algum dia houve alguma.

Todavia, nossa oposição burra não deixa suas ações por menos. O que falta para terem exito em suas críticas é, sem dúvida, uma estratégia de marketing como a de Lula. Na ausência desta, jornalistas como Augusto Nunes, da Veja, redirecionam todas as suas críticas, como se não houvesse algo mais importante para criticar, no vocabulário de Dilma, nas roupas de Dilma, na vida paralela de Lula, enfim, na ausência de assunto qualquer motivo é válido (não esquecemos o substantivo "presidenta").

Como no Brasil tudo  é festa e política somente se diz respeito a elite brasileira, um pequeno número diga-se de passagem, o jeito é se conformar (alem de farra também gostamos de ser acomodados, não é mesmo?).

Podemos concluir, assim, que o vermelho petista ganhou outro significado: vergonha. Vergonha de como o Estado age diante de sua população; de como a oposição faz suas críticas; de como aceitamos tudo isto; de ser brasileiro.

É assim o nosso "governo" e a sociedade, nada mais.

JOÃO GUSTAVO DE OLIVEIRA

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