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14 de julho de 2012

Demóstenes, do bode expiatório de Alexandre ao de Brasília.

Alguém sabe quem foi condenado culpado por Alexandre, o Grande, ter conseguido fugir ileso da batalha em que seu pai Felipe conquistou Atenas, e iniciou seu reinado que culminaria no império de Alexandre ? Foi o filósofo Demóstenes, grande orador e político grego.
Agora, alguém sabe qual senador teve seu mandato e sua carreira política arruinada, por favorecer um bicheiro goiano ? Isso mesmo, Demóstenes. Estranho como esse nome aparece como um eterno bode expiatório. Tá bom ! Políticos como Demóstenes merecem a cassação, por tráfico de influência, e tudo mais, mas por que ele foi o único condenado? O governador do Rio de Janeiro, e vários outros políticos não tinham envolvimento com os negócios sujos de Cachoeira ?
Eu tenho uma tese, sobre isso. Demóstenes Torres, Senador de Goiás eleito pelo DEM, foi redator da "Lei do Ficha Limpa", aquela que apesar de aprovada será utilizada apenas nas próximas eleições, que consiste na revogação de candidaturas de políticos com acusações penais. Esse ponto é o mais importante, será que Demóstenes só não foi condenado pois exerceu um trabalho que prejudicaria a maioria dos políticos ? 
Claro, merecia ser condenado, é um corrupto. Mas tantos outros também são, apenas não são descobertos. Será que o Senador só não teve seus crimes descobertos por ser redator dessa lei ?A verdade é que Brasília está cheia desses criminosos, que foram descobertos, ou que ainda serão, é só uma questão de tempo. É o que espero !

30 de maio de 2012

Ai que preguiça...


Não é preguiça só pelo fato de eu ser uma baiana. É preguiça de tanta hipocrisia.

      Me admiro em ver tantas pessoas, inclusive comunicadores sociais dizerem que imprensa manipula a sociedade de forma hipnotizante. Como se os indivíduos fossem seres sem bagagem social, cultural ou psicológica alguma. Convenhamos, acreditamos naquilo que queremos acreditar e isso é um fato.      Que os meios de comunicação agem de forma a aplicar padrões e ideologias no âmbito social todos já sabem, tanto é que a função jornalística já se encontra, quase que totalmente, incrédula.      Atualmente temos o bombardeamento de informações selecionadas a todo o instante e da mesma forma qual são seletas, dedo a dedo, interesse a interesse, temos também o livre arbítrio de selecionar informações e conteúdos que queremos consumir (se eu estiver errada é porque você mora em um desses países: Venezuela, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Etiópia, Irã, Coréia do Norte, Síria, Tunísia, Vietnã ou Zimbábue).
Sim, meus caros, acreditem, as pessoas são seletivas.     
       Então, não venham me perguntar o que eu penso das manipulações da globo sobre os seus espectadores porque antes de articular qualquer resposta eu vou dizer “Sorria! Você foi manipulado pela hipocrisia!"



      Qual é o fundamento para se explicar que a sociedade é hipnotizada ou infectada pelos meios de comunicação? Há uma infinidade de canais abertos e fechados que podem oferecer conteúdos ricos em conhecimento, cultura, entretenimento inteligente e tudo mais. Ah, vale lembrar que houve uma evolução na sociedade chamada Internet e que essa mesma abre um mundo de oportunidades para todas as classes sociais.

20 de março de 2012

Cuidar de si é cuidar do outro




Dias corridos, sociedade cada vez mais pedindo o prático, o fácil, o rápido... Fatores que certamente fomentam a ira nossa de cada dia. E o pior, descontamos as frustrações em terceiros, lançamos mão da gentileza, ainda que hipócrita.

Que o homem tem um instinto agressivo, não é novidade. Mas isso não é empecilho para que sejamos mais gentis quando a fúria é mais forte. Por isso insisto, em nome da paz. Ou poderia dizer, da “boa vizinhança”, que sejamos hipócritas sim. Pelo menos com este instrumento as chances de ferir os outros que seja com um olhar é bem pequena. A hipocrisia, neste cenário, é questão de sobrevivência.

Mesmo que as irritações cotidianas nos deixem mais frágeis e a ponto de “estourar”, é simples demais. Talvez, por isso, passe de forma tão despretensiosa a receita que aprendi brincando com amigos na infância – no poder das ditas palavras mágicas – “bom dia”, “obrigado”, “por favor”... Isso é uma grande proteção para nossas mentes tão condicionadas a pensar em si próprio, no seu bem-estar. A cautela aqui reforça a ideia de não atingirmos os outros com nossos problemas.

Desde que foi ao humano ensinado que existe um lugar para as pessoas boas e outro, bem ruim, para as más, temos perpetuado a tradição que Dante Alighieri escreveu em “A Divina Comédia”, a tradição de nos vigiarmos em nossos instintos de “pecado” com a finalidade de garantir um céu e não purgatórios ou infernos. É péssimo ser refém da ditadura dessa tradição, pois fere a liberdade que, sim, é inato às espécies pensantes. Embora por outro lado, é bom medir nossos atos, é bom existirem leis e códigos de comportamento social, afinal de contas, além organizar o mundo para todos, sem gerar mais fúria, como nos primórdios, poderemos nos privar de atingir o resto do mundo com nosso cérebro tão individualista.

A vida poderia ser tão mais bonita. E isso implica em sermos plurais como supracitado. Gostar do outro ou do diferente é tarefa complicada, mas não argumenta a hipótese de melhor ou pior.

Sabe o que eu costumava fazer quando morava na pacata cidade do interior de São Paulo quando precisava espairecer? Não ligava um iPod ou enchia a cara, hábitos tão comuns na juventude deste século. Eu sentia muito mais felicidade pousando no sítio, contemplando a natureza do alto da serra do voo livre do Baú, curtindo minha família ou que seja meus cachorros. Isso não custa nada e faz a diferença, particularmente.

Se você vive no meio caótico dos grandes centros, tem patrões autoritários ou fica nervoso por questões financeiras, você tem saída sim! Essa é uma boa notícia para a preservação das boas e louváveis atitudes que podem tornar o dia a dia mais gostoso. Todo mundo tem um canto, do morador de rua ao milionário, todo mundo gosta de alguma coisa – use isso a seu favor, tenha bons pensamentos, boas crenças de um mundo melhor, aliado a uma conduta de fraternidade, e assim, seja mais gentil, seja mais feliz.

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